25 de junho de 2006

Crianças!

Ontem, quando chegámos da praia, que saímos antes de tempo por termos notado umas borbulhas características da varicela no nosso mais pequeno, dissemos-lhe que estava doente. Ele respondeu com a naturalidade que só as crianças conseguem :

Com os seus três anos, a frase saiu assim: Ó, atice, agoia vou moê. (Ó, que chatice, agora vou morrer) - não foi bem uma interrogação nem uma afirmação, acho que foi mais uma "exclamação interrogativa afirmada". Para ele tudo é natural - a tia Gui, que ele tanto gostava, adoeceu e morreu - no seu íntimo deve achar que é assim com toda a gente. Lá lhe explicámos que só ia ter comichão e que teria de ficar em casa uns dias.

- 'Tá bem! - disse ele.


    "As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações"

        Antoine de Saint-Exupéry


23 de junho de 2006

Odiar é uma palavra forte.

Não gosto de empregar a palavra ódio, considero-a demasiado forte. No dicionário diz que é um sentimento de grande rancor e antipatia por alguém.
Não odeio ninguém, mas acho que há pessoas odiosas (que merecem ou inspiram ódio). Pessoas que são do género: quero, posso e mando (e não só).
São pessoas que se consideram donas da verdade, donas da razão, donas de tudo e de todos. São pessoas que julgam os outros (grupo do qual faço parte) como se fossem algo que não merece crédito, respeito ou dignidade.
"É assim porque eu digo, é assim porque eu quero, é assim porque eu mando". São frases típicas de quem falo. Enquanto houver pessoas destas, esta nossa sociedade não evolui.
Não as odeio, apenas lhes desejo a multiplicar por 10 o que elas me desejarem.

21 de junho de 2006

Mais uma vez o tempo (ou a falta dele)


Queria sentar-me e nada fazer, deitar-me e deixar-me adormecer (sem pensar que amanhã será outro dia de correria).

Queria agarrar o tempo e poder fazê-lo passar lentamente, bem lentamente, para poder parar e deixar o meu corpo separar-se da minha mente (enquanto durmo).

Que desejo de nada fazer, que é apenas fazer o que me apetecer. Enlevar-me no sono e no sonho me perder.

Ou seja, preciso de férias. (Nem nas férias é assim, mas "prontos" que se há-de fazer?)

18 de junho de 2006

O Tempo, sempre o tempo!

Como o tempo não pára deixo algumas imagens dos sítios por onde andei e o que fiz.
Parque infantil com os filhotes
aniversário da Prima

Portimão


Praia da Rocha (acho que não me enganei - é que o meu sentido de orientação é nulo)

Torneio de futebol onde assisti ao jogo do futuro jogador da Selecção Nacional (daqui a 15 anos)

14 de junho de 2006

Professores


Se és professor(a) e

és activo todo o dia como uma abelha,
és forte como um touro,
trabalhas que nem um cavalo,
e chegas ao fim do dia cansado que nem um cão ...
é bom que consultes um veterinário - é bem provável que sejas um burro(a).

A partir de uma sms

13 de junho de 2006

Amar alguém

Palavras

Lanço-as ao vento,

e deixo-as soltas por um momento.

Não querendo que o vento as leve,

gravo-as numa folha que lanço pelo ar, em forma de avião.

Não as deixo partir, porque são parte de mim, são parte da minha razão.

Às vezes, lanço-as com o cuidado que merecem, outras vezes não.

Queria, no silêncio, deixá-las gravadas eternamente no teu coração.

São palavras que saem do meu coração.

Para a minha amada

11 de junho de 2006

Feira de Alcoutim

Ano após ano, lá vem o tempo das feiras.
Sábado foi dia de feira em Alcoutim, sol, calor, música, artesanato, comida e muita coisa boa que só há nestas festas do interior.

Ficam as fotos:

O Rio Guadiana

À entrada da feira


O tosquiador


Flora e fauna locais

Do outro lado do rio, já pertencente a Espanha: San Lucar del Guadiana

8 de junho de 2006

Não resisti ...


Na Índia elas são sagradas,
No país de V.ª Exc.ª são loucas,

No nosso país, são ministras.
Nota: a partir de uma SMS

6 de junho de 2006

Será que vale a pena ...

.. acreditar que o nosso país vai melhorar?

Educação:

Fazem-se aplicações informáticas que envolvem dados pessoais (de alunos com necessidades educativas especiais) e não se verifica exaustivamente se há falhas;

Acusamos-nos uns aos outros e não nos juntamos para lutar;

Política:

o país está mal de finanças e o Governo vai atribuir subsídio de residência a directores noemados, ou seja, da mesma cor política ou com interesses em comum, mas só aos que ganham mais de 1303,78 € (será que não chega?). Estes aceitam os cargos de livre vontade e ganham um subsídio, os que são obrigados a deslocar-se das suas casas para trabalhar (os professores são só um exemplo) não têm direito a ajudas. Onde vai isto parar?

Ainda assim, Viva Portugal!

4 de junho de 2006

Leituras II

Terminada a leitura de Uma chuva de Diamantes de Sveva Casati Modignani, aqui fica uma análise (zinha):

Uma escrita simples, mas cativante, uma história (ou estória) que me agarrou e me fez terminar a leitura, das quase 400 páginas, numa semana e meia (tirei algumas horas ao sono).

Recomendo.

2 de junho de 2006

Bom fim-de-semana


Um bom fim-de-semana para quem por cá passar, e para os outros também.
A minha sombra na água do mar.

1 de junho de 2006

As minhas crianças ...

Sem elas, as noites seriam vazias,
e os dias,
também.
Sem elas, a minha alegria seria incompleta e a minha vida sem sentido ou meta.
Calor, sinto quando me tocam com carinho, e amor

também.
São gestos e olhares e palavras que me apaziguam a alma,
que me dão força para lutar,
que me fazem, noite após noite, ter vontade de despertar.

Apertá-los de mansinho, quando não se sentem bem. Com um pouco mais de força, para nos perdermos na brincadeira. Reter os momentos de alegria.

Viver cada dia. Amá-las e tratá-las e crescer em conjunto é o meu desejo maior de todos.
Para os meus dois meninos lindos, filhotes do meu coração, sem vocês e sem o vosso amor, a minha existência seria apenas o passar do tempo pelo tempo.

31 de maio de 2006

Desabafos e agradecimentos!

I. Antes de mais, obrigado a todos os que comentaram as palavras de ontem. Acreditem, ajudaram-me.

II. Ainda ontem, uma mãe que tem um processo no tribunal de menores por abandono dos filhos (eu dou apoio a um deles e como TPC envio, por vezes: tomar banho, cortar as unhas e coisas afins - pois a mãe é uma galdéria) ameaçou a professora da turma, assim:

(a mãe) - Professora, tem visto os jornais? Agora eu vou avaliá-la, sabia? Por isso .... - fez tipo uma ameaça: ou tu me tratas bem ou tás lixada.

(a professora, estupefacta) - Minha senhora, pais Toxicodependentes (são uns quantos, lá na escola), Prostitutas (também são umas quantas) e mães que não ligam aos filhos (o caso desta e algumas mais) não avaliam os professores, por isso a senhora vá ... - disse a minha colega sem capacidade de argumentar mais. É inacreditável.

Haja paciência.

III. São 22:04 e só mesmo um café de creme suave e acidez refrescante de um travo a citrinos (pelo menos é o que diz o livrinho) me consegue manter acordado, mais 2 horas, para aprontar tudo para o dia de amanhã (entre outras coisas pessoais, também o trabalho para o filho da senhora acima referida).



Não há meio de me sair o Euromilhões!!!!!


30 de maio de 2006

A minha alma está parva!

Sou professor, gosto do que faço e acho que não o faço mal, mas a Sr.ª Ministra está a conseguir desmotivar-me completamente. Está a deixar-me com vontade de emigrar (não o irei fazer, pelo menos para já). E pelo que ouvi hoje de muitos colegas, a desmotivação é total. Seremos nós o cancro da sociedade? Ou serão os sr.s Políticos que absorvem até ao tutano os € de Portugal para seu próprio proveito (salvo raras excepções)?

Ligação ao Educare

Que frustração!

Nota: não é por ser avaliado pelos pais, já o sou todos os dias de forma implícita. Há muito escondido nas entrelinhas e muito mais do que aquilo que passa na televisão.

28 de maio de 2006

Flor

Quando as palavras escasseiam ...

... ficam as imagens.

No meu primeiro dia de praia deste ano.

27 de maio de 2006

Idade certa para casar!


Na perspectiva de uma criança de oito anos:
A idade certa para casar é "Aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa."
Antes disso, toca a trabalhar. O tempo é curto para tudo.

25 de maio de 2006

Leituras

Hoje vou começar a ler: Uma chuva de diamantes, de Sveva Casati Modignani. Foi-me recomendado como uma leitura fácil. A ver vamos!

A imagem é do livro original de 1989, em Italiano

24 de maio de 2006

Saudade!


Quando a noite desce e o ritmo acalma, é nessas alturas, especialmente, que penso ti.

Sob o luar,

desejo perder-me no sonho e encontrar-te num qualquer sítio, num qualquer lugar.

Num lugar onde possamos estar juntos, novamente, e rir se nos apetecer, ou até mesmo, se quisermos, chorar.

Podia ser na praia, que tanto gostavas, com luar de Verão.

Podia ser num qualquer lugar, cerejas numa taça, dois dedos de conversa,

sem pressa,
junto dos que amavas, e no fim uma promessa:
.
a certeza de estarmos todos juntos, dia após dia, para sempre.
.
Desejo que o sonho me deixe voar até onde estás, para que a saudade acalme e a tristeza, a leve o vento, para um lugar distante.

23 de maio de 2006

Crash!

Ontem à noite, por volta das 23:50, pus-me ao computador para, aqui, deixar algumas palavras. Depois de 16 horas de actividade já as pernas se faziam sentir cansadas, tal como o meu cérebro que já necessitava de sono, mas quem se foi abaixo foi o computador que não me permitiu uns desabafos. Bloqueou e resolvi não o ligar mais. Máquinas, pouco resistentes, que nos fazem ficar de cabelos em riste.

Besabafos à parte: tal como tinha dito antes, as 16 horas (das 7:30 às 23:50) passaram num ápice e tal como o dia se passou, também a noite não se fez sentir, e hoje, às 7:30 lá tocou o relógio para mais uma jornada.

Deveria haver uma lei que nos proibisse de levantar da cama quando o corpo pede mais uma hora de sono.


21 de maio de 2006

Tempo - a propósito do relógio!


Por que me parecem as horas, minutos?
E os segundos, horas também?
Por que passa o tempo de forma tão inconstante, quando a constância é a sua maior virtude?
Por que passa tão devagar quando esperamos por alguém?

Por que passa tão rápido o tempo, quando queremos que ele passe devagar, desejando que nada mude.
Por que motivo passa o tempo? Tempo vai, tempo vem.