26 de janeiro de 2007

Inés da minha alma!


Acabei de ler. Mais um excelente livro de Isabel Allende.

Não há 2 sem 3 ...

1 - O meu filhote está um pouco melhor e eu mais descansado. (Esta é a mais importante);

2 - Uma amiga tem uma teoria: os nosos (des)governantes devem andar todos drogados, só isso justificaria tudo o que se vive, hoje, no nosso país - eu concordo;

3 - A minha escola está um caos e a gestão está a conseguir o impossível: a cada acção, piorar o que já está muito mau.

Posto isto ...

12 de janeiro de 2007

Os dias passam!

Os dias passam,

O que eu quero: que os dias passem sem se sentir - seria tempo bom.
Não ter vontade de fugir, para longe partir.

Não ter vontade de dormir para esquecer.
Então eu teria todo o gosto em pintar o mundo com as cores da minha paleta.
Dar-lhe-ia as cores dos sonhos.
O que eu desejo: é que os dias sorriam às noites para que as manhãs despertem contentes. Que o sol brilhe e me dê alento para continuar a lutar. Para acreditar que amanhã vai ser um dia melhor.


O meu filhote: vai! E eu tento ir também.

7 de janeiro de 2007

Medo!

São quase 5:00 da matina e pela primeira vez na minha vida (que me lembre) não consigo dormir.
Se entrasse num blog e visse um post escrito a esta hora, diria, no mínimo, que o autor estaria louco. E eu como estou? A caminho, se não conseguir descansar a cabeça.


É este aperto no coração.
Este sufoco que me consome.
Esta mente que não larga a razão.
Este coração que sente dor.
Neste momento, fome sem vontade de comer.
Uma preocupação constante,
por ver o sangue do meu sangue doente.
Por ter medo que o futuro não sorria ao meu filho.
Por ver o meu filho doente.
E eu, incapaz de encontrar um trilho
Que me leve à cura deste mal que perdura.


Foi diagnosticada psoríase ao meu filho e tem vindo a agravar bastante.

29 de dezembro de 2006

Mais um!

32

O tempo passa,

os anos parecem dias e os dias parecem segundos.


A vida é o que nós fazemos dela, e com amigos é sempre mais bela.


A todos um excelente ano de 2007.

16 de dezembro de 2006

Onde estou?

Onde estão a praia de areia quente e o sol calmante?

Ou a água a correr nos riachos da montanha que me apazigua a alma?

Onde estão os minutos e as horas que passam por mim?

Onde está o prazer em nada fazer?

A bexiga cheia sem tempo para esvaziar, a barriga vazia sem tempo para saciar a fome que perdura, os músculos tensos, o cérebro exausto e o corpo cansado. Para quê?

Onde está a paz que sinto passar por entre os dedos que junto como posso, mas que passa ainda assim como se de uma rede se tratasse?

Onde está o silêncio que não encontro?


Estarei no sítio certo? Ou no caminho errado?



10 de dezembro de 2006

Pessoas!

Há muitos tipos de pessoas, mas eu gosto de dividi-las em três grupos: as pessoas boas, as assim-assim e as com mau fundo.
Todos os dias lido com pessoas destes três tipos. As pessoas com mau fundo fazem-me lembrar o quão bom é ter amigos que são boas pessoas. As pessoas assim-assim, fazem-me ter esperança que um dia tornar-se-ão boas pessoas (todos podemos melhorar). Mas há um tipo de pessoas que me incomoda: aquelas que não sei o que realmente são, ora parecem uma coisa, ora parecem outra, e eu não sei o que esperar. Um dia hei-de aprender a lidar com este tipo de pessoas.

Nota: o tempo é curto para tudo o que há para fazer, e por isso o blog tem andado menos actualizado.

27 de novembro de 2006

Sempre o tempo!

O tempo voa como se os dias fossem um nada constante. O tempo voa como se a noite não existisse. São semanas que desaparecem num ápice, meses que parecem ausentes, anos que, não os sentindo, deixam marcas persistentes.
Persistentes são também as dúvidas constantes que me assolam o dia-a-dia destes meus dias de viagem. Esta passagem que quero que seja, no mínimo, prazerosa, se não puder ser excepcional, sob todas as suas formas, excepto a de sofrimento. Que cada momento de felicidade seja mais sentido que dez de dor (para não pedir em excesso), e que cada um destes seja um suspiro breve, leve.

Acho que já pedi demasiado, mas como pedir não custa ...



Boa semana para todos os que por aqui passarem!

25 de novembro de 2006

Silêncios

No silêncio da noite,
Com o corpo dormente e a mente ainda presente,
Escrevo algumas palavras, porque muitas não consigo,
não por falta de desejo,
mais pela dormência que me toma rapidamente,
E enlevo o pensamento no sonho acordado,

viajando por lagures distantes,
para me perder num sonho descansado.

Bom fim-de-semana.

20 de novembro de 2006

Dia de aniversário II


Como estamos em maré de aniversários, aqui vai um grande abraço para a amiga Ana pelo seus trinta anos (sim, porque os restantes não são visíveis).

Com direito a poema!

Brilhasse o sol metade do teu sorriso,

ou tivesse o mar metade da quantidade da tua amizade,

transbordaria o mundo de alegria,

e estaríamos todos no paraíso.

Um grande abraço!

(Nem sei muito bem o que tudo isto quer dizer, mas gostei das palavras que foram saindo. No fundo quer dizer que gostamos muito de ti. Parabéns)

15 de novembro de 2006

10 de novembro de 2006

Saudade!

A ti e a todos os que te amaram em vida, Gui

É suadade que sinto.
Que sentem todos os que te amaram e continuam a amar.
É a vontade de te abraçar e apertar com força para não te deixar partir.
É dor que sentimos por, juntos, não podermos voltar a rir.
É o tempo que passa e a tristeza que perdura.
Um ano de saudade em que procuramos fugir à amargura.
É a saudade que sinto.


Faz hoje um ano que partiu a minha amiga e cunhada: Guida. Uma irmã.

8 de novembro de 2006

Uhg!

Na passada segunda feira, vinha eu no meu carro com o meu filhote mais velho, quando ao nosso lado, no semáforo, pára um homem, dos seus 40 anos, num Mercedes. Tudo normal, não fosse o homem estar a comer, todo deliciado, os macacos que ia tirando do nariz. E ainda por cima foram vários os dedos que utilizou e até mastigava com deleite.

Sorte foi o meu filho não se ter apercebido.

Moral da história: quem anda de Mercedes também gosta de apreciar determinadas iguarias.

1 de novembro de 2006

É o céu!

É o mar, a terra e o céu,
E o vento do Sul que te aquece.
A brisa que te envolve como um véu,
Este desejo que me enlouquece:
O de apagar em ti, este fogo que arde em mim.
Apagá-lo no teu regaço,
Este meu corpo, este teu pedaço.
Ser em ti parte de mim que me esqueço que sou,
Cobrir-te de mil beijos de amor,
Abraçar-te e sentir o teu calor.

Ao meu Amor!

27 de outubro de 2006

Menino ou menina?

Ontem, nos balneários da piscina, enquanto vestia o meu filhote mais pequeno, ele diz-me para aproximar a cabeça da dele para me contar um segredo. Ao que respondi prontamente e eis então o que me contou:

- papá, aquela menina tem uma pilinha! - disse-me com ar espantado.

Desatei a rir e até fiquei envergonhado, pois havia mais gente no balneário.

Fica a explicação: o tal menino tinha o cabelo mais comprido do que é habitual ver-se nos meninos, e o meu pequenote de 3 anos confundiu.


Tudo o que é pequenino é bonito.

A imagem foi-me enviada por mail, desconheço o autor.

22 de outubro de 2006

Desabafos!

Nem sei por onde começar.

Eu, que até sou uma pessoa calma e despreocupada (e atenção que ser despreocupado não significa ser desleixado. Sou até muito exigente, comigo e com os outros) ando numa pilha de "nervos".

Quando alguém diz que é nervoso, eu penso: pois, muitas vezes até é bom ser-se nervoso, sempre é uma desculpa para os momentos de maior stresse.

Como não gosto nem consigo simplesmente cruzar os braços ,é-me difícil, quase impossível, ver gente a dirigir a escola onde trabalho de uma forma tão pouco ética, profissional e desorganizada, e ficar calado assistindo a tudo e sofrendo as consequências.
Como sei que as palavras leva-as o vento, prefiro colocar as minhas questões por escrito e deixar os meus pensamentos registados nas reuniões. Ora, como as pessoas a quem coloco questões não são pessoas seguras e competentes (e já duvido que o seu esforço em melhorar seja real) fico em maus lençóis e aí vêm as represálias. Pois quando as respostas não surgem pela via diplomática e ética, com o recurso à legislação e ao bom senso, surgem pelo quero, posso e mando.

Como é que se lida com gente desta? Deito-me a pensar na escola e acordo a pensar na escola, qualquer dia estou como aqueles que, por dá cá aquela palha, já estão com atestado psiquiátrico.

Socooooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrroooooooo! Anda tudo louco!

16 de outubro de 2006

Fim!

Hoje, quando cheguei a casa, recebi a notícia que o pai de uma menina da sala do meu filho mais velho tinha falecido. 38 anos, pai de uma menina de 7 anos e um bebé de 1 ano. Fez-me pensar: quanto vale a vida?

Penso que valerá por cada momento de felicidade própria e alheia que conseguimos produzir.

11 de outubro de 2006

É de loucos!

Sou professor, mas trabalho numa obra (ver post's anteriores) que dá guarida a muitas galinhas ou a outras aves barulhentas.
Ninguém se entende, todos(as) falam (quase gritam) ao mesmo tempo, todos(as) têm razão (ou assim acham) e, no fim, todos ficamos cansados de muito discutir e nada (ou quase) resolver.
Haja paciência.

8 de outubro de 2006

Quanto valem os amigos?

Neste fim-de-semana valeram 981 km e 700 metros e umas horas retiradas ao sono para, com Coimbra como pano de fundo, umas horas de companhia, muitos abraços e beijinhos (estes últimos só a elas, claro) mostra de rebentos (filhotes), e para pôr a conversa em dia.
É isto que valem os amigos: amizade sem limites nem barreiras.