25 de junho de 2006

Crianças!

Ontem, quando chegámos da praia, que saímos antes de tempo por termos notado umas borbulhas características da varicela no nosso mais pequeno, dissemos-lhe que estava doente. Ele respondeu com a naturalidade que só as crianças conseguem :

Com os seus três anos, a frase saiu assim: Ó, atice, agoia vou moê. (Ó, que chatice, agora vou morrer) - não foi bem uma interrogação nem uma afirmação, acho que foi mais uma "exclamação interrogativa afirmada". Para ele tudo é natural - a tia Gui, que ele tanto gostava, adoeceu e morreu - no seu íntimo deve achar que é assim com toda a gente. Lá lhe explicámos que só ia ter comichão e que teria de ficar em casa uns dias.

- 'Tá bem! - disse ele.


    "As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações"

        Antoine de Saint-Exupéry


23 de junho de 2006

Odiar é uma palavra forte.

Não gosto de empregar a palavra ódio, considero-a demasiado forte. No dicionário diz que é um sentimento de grande rancor e antipatia por alguém.
Não odeio ninguém, mas acho que há pessoas odiosas (que merecem ou inspiram ódio). Pessoas que são do género: quero, posso e mando (e não só).
São pessoas que se consideram donas da verdade, donas da razão, donas de tudo e de todos. São pessoas que julgam os outros (grupo do qual faço parte) como se fossem algo que não merece crédito, respeito ou dignidade.
"É assim porque eu digo, é assim porque eu quero, é assim porque eu mando". São frases típicas de quem falo. Enquanto houver pessoas destas, esta nossa sociedade não evolui.
Não as odeio, apenas lhes desejo a multiplicar por 10 o que elas me desejarem.

21 de junho de 2006

Mais uma vez o tempo (ou a falta dele)


Queria sentar-me e nada fazer, deitar-me e deixar-me adormecer (sem pensar que amanhã será outro dia de correria).

Queria agarrar o tempo e poder fazê-lo passar lentamente, bem lentamente, para poder parar e deixar o meu corpo separar-se da minha mente (enquanto durmo).

Que desejo de nada fazer, que é apenas fazer o que me apetecer. Enlevar-me no sono e no sonho me perder.

Ou seja, preciso de férias. (Nem nas férias é assim, mas "prontos" que se há-de fazer?)

18 de junho de 2006

O Tempo, sempre o tempo!

Como o tempo não pára deixo algumas imagens dos sítios por onde andei e o que fiz.
Parque infantil com os filhotes
aniversário da Prima

Portimão


Praia da Rocha (acho que não me enganei - é que o meu sentido de orientação é nulo)

Torneio de futebol onde assisti ao jogo do futuro jogador da Selecção Nacional (daqui a 15 anos)

14 de junho de 2006

Professores


Se és professor(a) e

és activo todo o dia como uma abelha,
és forte como um touro,
trabalhas que nem um cavalo,
e chegas ao fim do dia cansado que nem um cão ...
é bom que consultes um veterinário - é bem provável que sejas um burro(a).

A partir de uma sms

13 de junho de 2006

Amar alguém

Palavras

Lanço-as ao vento,

e deixo-as soltas por um momento.

Não querendo que o vento as leve,

gravo-as numa folha que lanço pelo ar, em forma de avião.

Não as deixo partir, porque são parte de mim, são parte da minha razão.

Às vezes, lanço-as com o cuidado que merecem, outras vezes não.

Queria, no silêncio, deixá-las gravadas eternamente no teu coração.

São palavras que saem do meu coração.

Para a minha amada

11 de junho de 2006

Feira de Alcoutim

Ano após ano, lá vem o tempo das feiras.
Sábado foi dia de feira em Alcoutim, sol, calor, música, artesanato, comida e muita coisa boa que só há nestas festas do interior.

Ficam as fotos:

O Rio Guadiana

À entrada da feira


O tosquiador


Flora e fauna locais

Do outro lado do rio, já pertencente a Espanha: San Lucar del Guadiana

8 de junho de 2006

Não resisti ...


Na Índia elas são sagradas,
No país de V.ª Exc.ª são loucas,

No nosso país, são ministras.
Nota: a partir de uma SMS

6 de junho de 2006

Será que vale a pena ...

.. acreditar que o nosso país vai melhorar?

Educação:

Fazem-se aplicações informáticas que envolvem dados pessoais (de alunos com necessidades educativas especiais) e não se verifica exaustivamente se há falhas;

Acusamos-nos uns aos outros e não nos juntamos para lutar;

Política:

o país está mal de finanças e o Governo vai atribuir subsídio de residência a directores noemados, ou seja, da mesma cor política ou com interesses em comum, mas só aos que ganham mais de 1303,78 € (será que não chega?). Estes aceitam os cargos de livre vontade e ganham um subsídio, os que são obrigados a deslocar-se das suas casas para trabalhar (os professores são só um exemplo) não têm direito a ajudas. Onde vai isto parar?

Ainda assim, Viva Portugal!

4 de junho de 2006

Leituras II

Terminada a leitura de Uma chuva de Diamantes de Sveva Casati Modignani, aqui fica uma análise (zinha):

Uma escrita simples, mas cativante, uma história (ou estória) que me agarrou e me fez terminar a leitura, das quase 400 páginas, numa semana e meia (tirei algumas horas ao sono).

Recomendo.

2 de junho de 2006

Bom fim-de-semana


Um bom fim-de-semana para quem por cá passar, e para os outros também.
A minha sombra na água do mar.

1 de junho de 2006

As minhas crianças ...

Sem elas, as noites seriam vazias,
e os dias,
também.
Sem elas, a minha alegria seria incompleta e a minha vida sem sentido ou meta.
Calor, sinto quando me tocam com carinho, e amor

também.
São gestos e olhares e palavras que me apaziguam a alma,
que me dão força para lutar,
que me fazem, noite após noite, ter vontade de despertar.

Apertá-los de mansinho, quando não se sentem bem. Com um pouco mais de força, para nos perdermos na brincadeira. Reter os momentos de alegria.

Viver cada dia. Amá-las e tratá-las e crescer em conjunto é o meu desejo maior de todos.
Para os meus dois meninos lindos, filhotes do meu coração, sem vocês e sem o vosso amor, a minha existência seria apenas o passar do tempo pelo tempo.

31 de maio de 2006

Desabafos e agradecimentos!

I. Antes de mais, obrigado a todos os que comentaram as palavras de ontem. Acreditem, ajudaram-me.

II. Ainda ontem, uma mãe que tem um processo no tribunal de menores por abandono dos filhos (eu dou apoio a um deles e como TPC envio, por vezes: tomar banho, cortar as unhas e coisas afins - pois a mãe é uma galdéria) ameaçou a professora da turma, assim:

(a mãe) - Professora, tem visto os jornais? Agora eu vou avaliá-la, sabia? Por isso .... - fez tipo uma ameaça: ou tu me tratas bem ou tás lixada.

(a professora, estupefacta) - Minha senhora, pais Toxicodependentes (são uns quantos, lá na escola), Prostitutas (também são umas quantas) e mães que não ligam aos filhos (o caso desta e algumas mais) não avaliam os professores, por isso a senhora vá ... - disse a minha colega sem capacidade de argumentar mais. É inacreditável.

Haja paciência.

III. São 22:04 e só mesmo um café de creme suave e acidez refrescante de um travo a citrinos (pelo menos é o que diz o livrinho) me consegue manter acordado, mais 2 horas, para aprontar tudo para o dia de amanhã (entre outras coisas pessoais, também o trabalho para o filho da senhora acima referida).



Não há meio de me sair o Euromilhões!!!!!


30 de maio de 2006

A minha alma está parva!

Sou professor, gosto do que faço e acho que não o faço mal, mas a Sr.ª Ministra está a conseguir desmotivar-me completamente. Está a deixar-me com vontade de emigrar (não o irei fazer, pelo menos para já). E pelo que ouvi hoje de muitos colegas, a desmotivação é total. Seremos nós o cancro da sociedade? Ou serão os sr.s Políticos que absorvem até ao tutano os € de Portugal para seu próprio proveito (salvo raras excepções)?

Ligação ao Educare

Que frustração!

Nota: não é por ser avaliado pelos pais, já o sou todos os dias de forma implícita. Há muito escondido nas entrelinhas e muito mais do que aquilo que passa na televisão.

28 de maio de 2006

Flor

Quando as palavras escasseiam ...

... ficam as imagens.

No meu primeiro dia de praia deste ano.

27 de maio de 2006

Idade certa para casar!


Na perspectiva de uma criança de oito anos:
A idade certa para casar é "Aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa."
Antes disso, toca a trabalhar. O tempo é curto para tudo.

25 de maio de 2006

Leituras

Hoje vou começar a ler: Uma chuva de diamantes, de Sveva Casati Modignani. Foi-me recomendado como uma leitura fácil. A ver vamos!

A imagem é do livro original de 1989, em Italiano

24 de maio de 2006

Saudade!


Quando a noite desce e o ritmo acalma, é nessas alturas, especialmente, que penso ti.

Sob o luar,

desejo perder-me no sonho e encontrar-te num qualquer sítio, num qualquer lugar.

Num lugar onde possamos estar juntos, novamente, e rir se nos apetecer, ou até mesmo, se quisermos, chorar.

Podia ser na praia, que tanto gostavas, com luar de Verão.

Podia ser num qualquer lugar, cerejas numa taça, dois dedos de conversa,

sem pressa,
junto dos que amavas, e no fim uma promessa:
.
a certeza de estarmos todos juntos, dia após dia, para sempre.
.
Desejo que o sonho me deixe voar até onde estás, para que a saudade acalme e a tristeza, a leve o vento, para um lugar distante.

23 de maio de 2006

Crash!

Ontem à noite, por volta das 23:50, pus-me ao computador para, aqui, deixar algumas palavras. Depois de 16 horas de actividade já as pernas se faziam sentir cansadas, tal como o meu cérebro que já necessitava de sono, mas quem se foi abaixo foi o computador que não me permitiu uns desabafos. Bloqueou e resolvi não o ligar mais. Máquinas, pouco resistentes, que nos fazem ficar de cabelos em riste.

Besabafos à parte: tal como tinha dito antes, as 16 horas (das 7:30 às 23:50) passaram num ápice e tal como o dia se passou, também a noite não se fez sentir, e hoje, às 7:30 lá tocou o relógio para mais uma jornada.

Deveria haver uma lei que nos proibisse de levantar da cama quando o corpo pede mais uma hora de sono.


21 de maio de 2006

Tempo - a propósito do relógio!


Por que me parecem as horas, minutos?
E os segundos, horas também?
Por que passa o tempo de forma tão inconstante, quando a constância é a sua maior virtude?
Por que passa tão devagar quando esperamos por alguém?

Por que passa tão rápido o tempo, quando queremos que ele passe devagar, desejando que nada mude.
Por que motivo passa o tempo? Tempo vai, tempo vem.

20 de maio de 2006

A música

"A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,

Porque tu,
Deixas em mim Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti."


"Deixas em mim tanto de ti" de Pedro Abrunhosa

18 de maio de 2006

Ruas!

No meu caminho passei por ruas nuas
de alma.
Vi gente perdida, portas abertas e janelas escancaradas
numa qualquer avenida.
Ou seria rua. Ou seria estrada.
Quais cavaleiros, no punho, uma espada.

Conversas soltas, de arma junto aos ouvidos.

Vejo meninos a brincar,
perdidos, num qualquer lugar.
Vejo casas degradadas, lixo e confusão,
e cães misturados com gente (ausente) deitada no chão.
À distância de um olhar,
a desgraça, da vida, daqueles que nunca aprenderam a caminhar
com sentido, orientados por um destino corrompido.
Ruas estas pelas quais, às vezes, caminho.

16 de maio de 2006

Onde vai isto parar?

Onde vai isto parar?



O Diário Digital noticia que Martins da Cruz demite-se de cargo na Afinsa, isto depois de ter

abandonado funções de administrador não executivo de outra empresa na semana passada. Já me esquecia, também é Embaixador. Quantos ordenados usufruirá? Conseguirá ele

desempenhar o seu trabalho com qualidade?
Sei que muitos profissionais não podem acumular funções, mesmo com ordenados que deixam muito a desejar. Algo está mal.

O mesmo diário noticia: Serviços Sociais da PSP investigados por alegada corrupção.

Onde vai o nosso país parar?

Será o Zé Povinho o responsável pela improdutividade deste nosso país? Ou anda cada um, dos que neste país mandam, à procura do seu lugar ao sol e o resto que se lixe?

Onde vai isto parar?

Ainda assim, Viva Portugal.


14 de maio de 2006

Porquê?

Porque é que não amamos com a mesma intensidade com que discutimos?
Porque é que não abraçamos com a mesma frequência com que nos afastamos ou fugimos?
Porque é que guardamos o que nos vai na alma e no coração? E guerreamos por tudo e por nada, mesmo quando não temos razão?
Porque é que ficam gravados mais fundo os momentos maus que os bons?
Porque é que tantos de nós vivem tristes, com tanto, quando basta tão pouco para sermos felizes?

12 de maio de 2006

Fim-de-semana

Sexta-feira, rima com descanso à sombra de uma bananeira.
Descanso à sombra de uma bananeira, rima com folia e brincadeira.
Folia, rima com falta de descanso todo dia.
Dia, rima com noite, mas ao contrário.
E eu estou louco e não escrevo nada que se possa guardar no armário.

Amanhã isto deve estar um pouco melhor.
Bom fim-de-semana.

11 de maio de 2006

Olhar da saudade


Às vezes deito-me na esperança de te ouvir,
de estar mais um pouco contigo,
de te sentir entre nós.

Fecho os olhos desejando que o sonho me deixe, novamente, ouvir a tua voz.

Desejo continuar no sonho um pouco mais, sempre um pouco mais.
O suficiente para te abraçar e me rir contigo.
O tempo necessário para te falar sobre o que se passou desde que partiste.
O suficiente para te dizer que todos sentimos saudades tuas.

Sorri.
Este é o olhar da saudade.
O nosso pensamento está em ti.

9 de maio de 2006

Esta pela que me veste.


Ó vento frio que sopras agreste.
Que me cortas a pele, esta pele que me veste.
Não sei se és o vento ou apenas o tempo que passa por mim.
Não sei quem és, nem porque o fazes assim.

8 de maio de 2006

Ser criança indesejada.


Olho com tristeza e dor, a dor e a tristeza de olhos alheios. O sofrimento daqueles que de outros dependem. São crianças indesejadas, geradas por gerar. São seres incompreendidos e maltratados que vagueiam nestes meus dias, neste meu (nosso) mundo de dor, neste mundo carente de amor.
De amor carecem porque não pediram para olhar a luz do dia.
Carregam o pesado fardo de não serem desejados. Aqueles que, mesmo mal tratados, amam quem faz com que não sejam bem-amados.
Crianças sem sorte, que vivem rodeadas de pobreza de espírito e de morte e de má sorte. São crianças que não puderam escolher aqueles que, não o fazendo, os deviam amar.
São estas as minhas crianças. (Algumas, pelo menos)

6 de maio de 2006

Quem quer dinheiro?

Vou ver as notícias no diário digital, no topo surge publicidade de crédito à habitação da CGD, um pouco mais abaixo, publicidade a crédito pessoal da Cetelem (este não tinha ainda ouvido falar). Passo pelo IOL para ver o meu mail e verifico que a Credial empresta mais e mais rápido, depois há Cofidis, Mediatis, e muitos mais.

Depois dizem os estudos efectuados via telefónica, que o povo português é o que tem mais dificuldades para pagar as contas no fim do mês. Porque será?

Para quem precisar de dinheiro, ficam as ligações aos respectivos benfeitores. Muitos ficaram de fora, mas são fáceis de encontrar em qualquer local, basta não fechar os olhos.

Bom fim-de-semana.

4 de maio de 2006

cara ou coroa?


Na minha santa ingenuidade (santo de mim) ainda vou acreditando que conheço minimamente as passoas que, diariamente, vou contactando na escola. Vou acreditando que por dentro, as pessoas são como aparentam ser por fora, que quando dizem qualquer coisa, o querem dizer realmente, que quando têm algo a dizer o fazem de frente e pela frente. Mas não são essas pessoas, cuja capa bonita camufla o esterco que as constitui, que me vão fazer mudar e deixar de acreditar que, um dia, todos têm o que merecem.
Será?

3 de maio de 2006

Terei visto bem ou não?

Ontem, a PSP desenvolveu uma rusga no bairro da Torre, em Camarate, relacionada com as investigações ao tráfico de armas.

Fiquei espantado de ver tanta parabólica da TV Cabo (pareceu-me) nos telhados das barracas. Fez-me lembrar a minha escola. Os alunos subsidiados, cujos pais usufruem de rendimento mínimo (acho que agora tem outro nome), são os que têm playstation, tv cabo, gameboy, telemóvel e por aí adiante.

Há algo estranho, não há? Ou será impressão minha?

Realmente isto está mau, mas não é para todos. É só para os que trabalham honestamente. Para alguns são tantas as facilidades, tantos subsídios para passarem os dias nos cafés e os seus filhos (paletes deles e cada um de seu pai ou mãe) depositados nas escolas.


Imagem retirada de: www.vetpet.si

2 de maio de 2006

Pedinte


Uma mulher, na casa dos vinte, mostra-me um cartão quando paro no semáforo vermelho, a caminho da escola. No cartão pude ler um pedido de ajuda enquanto, da sua boca, saíam muitas palavras, que eu não entendia. No canto superior direito do cartão, a fotografia de uma criança.

A mulher parecia ser dos países de Leste.

A minha expressão nem a consigo descrever. Seria de desilusão, por não a ter ajudado (queria dinheiro)? Seria de desconforto, por alguém me abordar pedindo ajuda? Não sei.

Dinheiro não dou a ninguém porque penso que poderá ser para tabaco, bebida ou outras porcarias que não as necessidades primárias de alguém e isso faz-me sentir mal. Mas podia até ser para a alimentação da menina da foto ou da própria mulher. No fim, fiquei a sentir-me mal e a pensar que podia ser a foto dos meus filhos no cartão e eu no lugar da mulher. E, assim, eu gostaria que me (nos) ajudassem.

1 de maio de 2006

Dias e Dias

Há dias em que o cérebro vai-se apagando com o chegar da noite, e hoje é um desses dias.
Boa semana para quem por aqui passar.

30 de abril de 2006

Saudade!


Dou comigo a pensar:

Como seria se tudo tivesse sido diferente?

Se a tua presença não fosse ausente?

Se pudéssemos escrever a nossa própria história?

E como seria se o destino se guiasse pelo que a gente sente?

Se é realidade o que guardamos na memória?

Que é como quem diz: no coração.

Se é verdade esta realidade?

Se não, porquê esta saudade que sinto de voltar a segurar a tua mão.

Será fruto da minha mente ou da imaginação?

A tua presença constante.

Este desejo de tornar realidade uma ilusão.

Uma rosa para ti.

Irmã do meu coração.

29 de abril de 2006

Vida


Um dia destes ouvi:

"Na vida, só podemos ter uma grande felicidade. Se tivermos duas, não o serão de verdade."

A mesma pessoa disse, também:

"Na vida não podemos ter tudo o que queremos, quando queremos tudo, mas podemos ter tudo o que necessitamos para sermos felizes."

Bom fim-de-semana (prolongado)!

27 de abril de 2006

Liberdade (ou não)

Há 32 anos, gente valente revolucionou o regime que governava o nosso país. Nessa altura, a repressão era uma constante na vida do dia-a-dia (dizem-me), a liberdade de expressão era uma mentira, ou estávamos de acordo com quem mandava (entenda-se ser amigo) ou tínhamos, muito provavelmente, os dias contados.

Hoje, 32 anos passados, o que mudou?

- A repressão continua, mas dissimulada (às vezes);
- A liberdade de expressão não é muito bem vista por quem manda e, frequentemente, traduz-se em consequências para quem acredita nos valores fundamentais de uma democracia;
- No trabalho, ou somos amigos das pessoas certas, ou temos os dias dificultados, e por vezes, contados.

Muita coisa mudou desde o 25 de Abril de 1974, mas o essencial ainda está por mudar: As mentalidades.

Viva a liberdade! (entenda-se por liberdade: o respeito pelo outro e não só a satisfação do meu ego).

Tenho dito!

24 de abril de 2006

Uma flor


Uma flor (tu).
Vontade de te ver, uma Ilusão.
O brilho de um astro.
Uma dor no coração!
Um olhar que faltou.
E também mais um gesto de ternura.
Um momento parado no tempo.
Um vazio que perdura.
Este teu lugar no meu coração.
Vazio, à espera do teu regresso.
Esta minha ilusão.
Esta minha esperança em poder voltar a dar-te a mão.
Um desejo permanente, constante e demente.
Esta falta que sinto de ti.
Esta tua vida que perdi.
Saudades estas que sinto! (Sentimos)

21 de abril de 2006

Abanar a árvore



Às vezes apetece-me abanar a árvore onde estou agarrado. Abanar a árvore para que as folhas secas caiam. Não falo de folhas velhas, folhas doentes ou folhas sensíveis. Falo de folhas secas e sem vida. Folhas que, se de alguma vida gozam, é porque a absorvem das folhas verdes que querem fazer da árvore uma árvore mais forte, mais saudável, mais feliz. Uma árvore que dê frutos para todos e que faça sombra para que todos possam descansar quando estão cansados.
É mais fácil não olhar para a folha do lado, não querer saber, deixar andar, e , enquanto durar o meu aparente bem-estar e o meu umbigo estiver satisfeito, não me dar ao incómodo de querer abanar a árvore que, a todos, dá guarida. É mais fácil fazer de conta. É mais fácil deixar andar e fazer que não é nada comigo. E se amanhã tudo mudar? Se uma folha seca me atacar e eu não tiver como me defender dos parasitas que comigo coabitam?
Serei apenas um número entre tantos outros? Sim serei. Mas durarei nesta vida o tempo que cada um me guardar na sua memória. O tempo de um recordar. E no fim o que serei? Uma folha ao vento, feliz por participar, por fazer a minha árvore crescer, por ajudar a construir algo em que acredito. Por isso, vou continuar a abanar a árvore que me dá alimento.

18 de abril de 2006

16 de abril de 2006

Mundo de pernas para o ar!


Hoje pus o mundo de pernas para o ar.

Ai como é bom assim brincar!
Com o sol na tola e as pernas para o ar.
Olhar para o céu e ver coisas sem fim,
e voltar para casa com esta energia toda, dentro de mim.


Adulterado do "amigo" Paulo Gonzo

Não cheguei a dar nenhum trambolhão (por pouco).

14 de abril de 2006

Boas Férias Sr.s Deputados!

Em declarações à rádio TSF, Vitalino Canas disse que o PS verificará «caso a caso todas as justificações dadas pelos deputados» socialistas que faltaram às votações no Parlamento, no final da sessão plenária.

«Se essas justificações se enquadrarem no que está previsto na lei naturalmente é uma ausência justificada. Se não se enquadrarem no que está previsto na lei, já disse o presidente da Assembleia da República, e muito bem, que será aplicada a sanção», acrescentou Vitalino Canas.

Sanção: aos que não conseguirem enquadramento na lei, atribui-se um subsídio (ou muda-se a lei) porque têm impulsionado o país para o topo da Europa e merecem todo o nosso esforço para o seu bem-estar.

Boas férias Senhores Deputados.

11 de abril de 2006

Sal da vida!


São flores de mar,
amores de Verão.
São desejos que flutuam no ar ao alcance de uma mão.
São caminhos perdidos na encruzilhada da vida.
Um olá, uma despedida.
São sonhos de uma noite de Verão.
São amizades construídas, montanhas escaladas, alegrias e tantas outras emoções,
são elas, as minhas paixões, as donas do meu coração. O sal da minha vida.

10 de abril de 2006

Humm!

Meus amigos, façam de conta que estiveram cá em casa e que comeram uma pasta (penne) al sapore di mare.

Que boa que estava! :)


Esta foi na minha casa, a próxima será na vossa!

8 de abril de 2006

Sempre o tempo!

Uma flor poderá não querer dizer nada. Ou poderá, esta, dizer que estive em Espanha e que o tempo voou. Voou como se num piscar de olhos, decorressem 16 horas.

É curioso como a noção de tempo varia com o seu passar. Na adolescência desejamos que passe depressa para podermos ter idade para fazermos o que desejamos. Enquanto adulto, desejo agarrar o tempo, guardá-lo numa caixa e poder gozá-lo aos poucos e fazê-lo durar um pouco mais.



O tempo é como a vida. E a vida é o que nós fazemos dela, umas vezes triste, outras vezes bela.

7 de abril de 2006

Beleza



Johann Wolfgang von Goethe, que nasceu em 1749, escreveu:
"A beleza está na simplicidade calma e serena."






Eu, que nasci em 1974, escrevo:

"A beleza está na simplicidade das coisas."

(ambos nascemos com os mesmos números, ordens diferentes)



6 de abril de 2006

Tempo


Ó tempo que corres veloz,
quão grande é o desejo que acalmes.
Ó tempo, ó tempo. Que fazes de nós?
Gente impaciente querendo agarrar sempre outro momento.
Nós que vivemos neste mundo demente.
Nós que nascemos bebés e morremos avós.
Que vemos o tempo escapar por entre os dedos.
Que vivemos alegrias e, às vezes, medos.
Descontentes com tudo e satisfeitos com nada.
Ó tempo!
imagem retirada de: http://www.oraculartree.com/sparenberg_HomeTalk.html