Para que o vento não as leve ... deixo-as gravadas ao alcance de um olhar, para que perdurem no tempo, o tempo que cada um desejar.
28 de junho de 2006
25 de junho de 2006
Crianças!
Com os seus três anos, a frase saiu assim: Ó, atice, agoia vou moê. (Ó, que chatice, agora vou morrer) - não foi bem uma interrogação nem uma afirmação, acho que foi mais uma "exclamação interrogativa afirmada". Para ele tudo é natural - a tia Gui, que ele tanto gostava, adoeceu e morreu - no seu íntimo deve achar que é assim com toda a gente. Lá lhe explicámos que só ia ter comichão e que teria de ficar em casa uns dias.
- 'Tá bem! - disse ele.

"As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações"
Antoine de Saint-Exupéry
23 de junho de 2006
Odiar é uma palavra forte.
21 de junho de 2006
Mais uma vez o tempo (ou a falta dele)

Queria sentar-me e nada fazer, deitar-me e deixar-me adormecer (sem pensar que amanhã será outro dia de correria).
Queria agarrar o tempo e poder fazê-lo passar lentamente, bem lentamente, para poder parar e deixar o meu corpo separar-se da minha mente (enquanto durmo).
Que desejo de nada fazer, que é apenas fazer o que me apetecer. Enlevar-me no sono e no sonho me perder.
Ou seja, preciso de férias. (Nem nas férias é assim, mas "prontos" que se há-de fazer?)
18 de junho de 2006
O Tempo, sempre o tempo!
14 de junho de 2006
Professores
13 de junho de 2006
Amar alguém
PalavrasLanço-as ao vento,
e deixo-as soltas por um momento.
Não querendo que o vento as leve,
gravo-as numa folha que lanço pelo ar, em forma de avião.
Não as deixo partir, porque são parte de mim, são parte da minha razão.
Às vezes, lanço-as com o cuidado que merecem, outras vezes não.
Queria, no silêncio, deixá-las gravadas eternamente no teu coração.
São palavras que saem do meu coração.
Para a minha amada
11 de junho de 2006
Feira de Alcoutim
Sábado foi dia de feira em Alcoutim, sol, calor, música, artesanato, comida e muita coisa boa que só há nestas festas do interior.
O Rio Guadiana
À entrada da feira
Flora e fauna locais
Do outro lado do rio, já pertencente a Espanha: San Lucar del Guadiana
8 de junho de 2006
6 de junho de 2006
Será que vale a pena ...

Educação:
Fazem-se aplicações informáticas que envolvem dados pessoais (de alunos com necessidades educativas especiais) e não se verifica exaustivamente se há falhas;
Acusamos-nos uns aos outros e não nos juntamos para lutar;
Política:
o país está mal de finanças e o Governo vai atribuir subsídio de residência a directores noemados, ou seja, da mesma cor política ou com interesses em comum, mas só aos que ganham mais de 1303,78 € (será que não chega?). Estes aceitam os cargos de livre vontade e ganham um subsídio, os que são obrigados a deslocar-se das suas casas para trabalhar (os professores são só um exemplo) não têm direito a ajudas. Onde vai isto parar?
Ainda assim, Viva Portugal!
4 de junho de 2006
Leituras II
Terminada a leitura de Uma chuva de Diamantes de Sveva Casati Modignani, aqui fica uma análise (zinha):Uma escrita simples, mas cativante, uma história (ou estória) que me agarrou e me fez terminar a leitura, das quase 400 páginas, numa semana e meia (tirei algumas horas ao sono).
Recomendo.
2 de junho de 2006
Bom fim-de-semana
1 de junho de 2006
As minhas crianças ...
e os dias,

31 de maio de 2006
Desabafos e agradecimentos!
II. Ainda ontem, uma mãe que tem um processo no tribunal de menores por abandono dos filhos (eu dou apoio a um deles e como TPC envio, por vezes: tomar banho, cortar as unhas e coisas afins - pois a mãe é uma galdéria) ameaçou a professora da turma, assim:
(a mãe) - Professora, tem visto os jornais? Agora eu vou avaliá-la, sabia? Por isso .... - fez tipo uma ameaça: ou tu me tratas bem ou tás lixada.
(a professora, estupefacta) - Minha senhora, pais Toxicodependentes (são uns quantos, lá na escola), Prostitutas (também são umas quantas) e mães que não ligam aos filhos (o caso desta e algumas mais) não avaliam os professores, por isso a senhora vá ... - disse a minha colega sem capacidade de argumentar mais. É inacreditável.
Haja paciência.
III. São 22:04 e só mesmo um café de creme suave e acidez refrescante de um travo a citrinos (pelo menos é o que diz o livrinho) me consegue manter acordado, mais 2 horas, para aprontar tudo para o dia de amanhã (entre outras coisas pessoais, também o trabalho para o filho da senhora acima referida).

Não há meio de me sair o Euromilhões!!!!!
30 de maio de 2006
A minha alma está parva!
Ligação ao Educare
Que frustração!
Nota: não é por ser avaliado pelos pais, já o sou todos os dias de forma implícita. Há muito escondido nas entrelinhas e muito mais do que aquilo que passa na televisão.
28 de maio de 2006
27 de maio de 2006
Idade certa para casar!

25 de maio de 2006
Leituras
A imagem é do livro original de 1989, em Italiano
24 de maio de 2006
Saudade!

Quando a noite desce e o ritmo acalma, é nessas alturas, especialmente, que penso ti.
Sob o luar,
Num lugar onde possamos estar juntos, novamente, e rir se nos apetecer, ou até mesmo, se quisermos, chorar.
Podia ser na praia, que tanto gostavas, com luar de Verão.
Podia ser num qualquer lugar, cerejas numa taça, dois dedos de conversa,
23 de maio de 2006
Crash!
Besabafos à parte: tal como tinha dito antes, as 16 horas (das 7:30 às 23:50) passaram num ápice e tal como o dia se passou, também a noite não se fez sentir, e hoje, às 7:30 lá tocou o relógio para mais uma jornada.
Deveria haver uma lei que nos proibisse de levantar da cama quando o corpo pede mais uma hora de sono.
21 de maio de 2006
Tempo - a propósito do relógio!

Por que me parecem as horas, minutos?
E os segundos, horas também?
Por que passa o tempo de forma tão inconstante, quando a constância é a sua maior virtude?
Por que passa tão rápido o tempo, quando queremos que ele passe devagar, desejando que nada mude.
Por que motivo passa o tempo? Tempo vai, tempo vem.
20 de maio de 2006
A música
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti."
18 de maio de 2006
Ruas!
Quais cavaleiros, no punho, uma espada.
Conversas soltas, de arma junto aos ouvidos.
Vejo meninos a brincar,
16 de maio de 2006
Onde vai isto parar?
O Diário Digital noticia que Martins da Cruz demite-se de cargo na Afinsa, isto depois de ter abandonado funções de administrador não executivo de outra empresa na semana passada. Já me esquecia, também é Embaixador. Quantos ordenados usufruirá? Conseguirá ele desempenhar o seu trabalho com qualidade?
Sei que muitos profissionais não podem acumular funções, mesmo com ordenados que deixam muito a desejar. Algo está mal.
O mesmo diário noticia: Serviços Sociais da PSP investigados por alegada corrupção.
Onde vai o nosso país parar?
Será o Zé Povinho o responsável pela improdutividade deste nosso país? Ou anda cada um, dos que neste país mandam, à procura do seu lugar ao sol e o resto que se lixe?
Onde vai isto parar?
Ainda assim, Viva Portugal.
14 de maio de 2006
Porquê?

12 de maio de 2006
Fim-de-semana
Descanso à sombra de uma bananeira, rima com folia e brincadeira.
Folia, rima com falta de descanso todo dia.
Dia, rima com noite, mas ao contrário.
E eu estou louco e não escrevo nada que se possa guardar no armário.
Amanhã isto deve estar um pouco melhor.
Bom fim-de-semana.
11 de maio de 2006
Olhar da saudade

Às vezes deito-me na esperança de te ouvir,
de estar mais um pouco contigo,
de te sentir entre nós.
Fecho os olhos desejando que o sonho me deixe, novamente, ouvir a tua voz.
Desejo continuar no sonho um pouco mais, sempre um pouco mais.
O suficiente para te abraçar e me rir contigo.
O tempo necessário para te falar sobre o que se passou desde que partiste.
O suficiente para te dizer que todos sentimos saudades tuas.
Sorri.
9 de maio de 2006
Esta pela que me veste.
8 de maio de 2006
Ser criança indesejada.

Olho com tristeza e dor, a dor e a tristeza de olhos alheios. O sofrimento daqueles que de outros dependem. São crianças indesejadas, geradas por gerar. São seres incompreendidos e maltratados que vagueiam nestes meus dias, neste meu (nosso) mundo de dor, neste mundo carente de amor.
De amor carecem porque não pediram para olhar a luz do dia.
Carregam o pesado fardo de não serem desejados. Aqueles que, mesmo mal tratados, amam quem faz com que não sejam bem-amados.
Crianças sem sorte, que vivem rodeadas de pobreza de espírito e de morte e de má sorte. São crianças que não puderam escolher aqueles que, não o fazendo, os deviam amar.
São estas as minhas crianças. (Algumas, pelo menos)
6 de maio de 2006
Quem quer dinheiro?
Vou ver as notícias no diário digital, no topo surge publicidade de crédito à habitação da CGD, um pouco mais abaixo, publicidade a crédito pessoal da Cetelem (este não tinha ainda ouvido falar). Passo pelo IOL para ver o meu mail e verifico que a Credial empresta mais e mais rápido, depois há Cofidis, Mediatis, e muitos mais.Depois dizem os estudos efectuados via telefónica, que o povo português é o que tem mais dificuldades para pagar as contas no fim do mês. Porque será?
Para quem precisar de dinheiro, ficam as ligações aos respectivos benfeitores. Muitos ficaram de fora, mas são fáceis de encontrar em qualquer local, basta não fechar os olhos.
Bom fim-de-semana.
4 de maio de 2006
cara ou coroa?

Na minha santa ingenuidade (santo de mim) ainda vou acreditando que conheço minimamente as passoas que, diariamente, vou contactando na escola. Vou acreditando que por dentro, as pessoas são como aparentam ser por fora, que quando dizem qualquer coisa, o querem dizer realmente, que quando têm algo a dizer o fazem de frente e pela frente. Mas não são essas pessoas, cuja capa bonita camufla o esterco que as constitui, que me vão fazer mudar e deixar de acreditar que, um dia, todos têm o que merecem.
3 de maio de 2006
Terei visto bem ou não?
Fiquei espantado de ver tanta parabólica da TV Cabo (pareceu-me) nos telhados das barracas.
Fez-me lembrar a minha escola. Os alunos subsidiados, cujos pais usufruem de rendimento mínimo (acho que agora tem outro nome), são os que têm playstation, tv cabo, gameboy, telemóvel e por aí adiante.Há algo estranho, não há? Ou será impressão minha?
Realmente isto está mau, mas não é para todos. É só para os que trabalham honestamente. Para alguns são tantas as facilidades, tantos subsídios para passarem os dias nos cafés e os seus filhos (paletes deles e cada um de seu pai ou mãe) depositados nas escolas.
2 de maio de 2006
Pedinte

Uma mulher, na casa dos vinte, mostra-me um cartão quando paro no semáforo vermelho, a caminho da escola. No cartão pude ler um pedido de ajuda enquanto, da sua boca, saíam muitas palavras, que eu não entendia. No canto superior direito do cartão, a fotografia de uma criança.
A mulher parecia ser dos países de Leste.
A minha expressão nem a consigo descrever. Seria de desilusão, por não a ter ajudado (queria dinheiro)? Seria de desconforto, por alguém me abordar pedindo ajuda? Não sei.
Dinheiro não dou a ninguém porque penso que poderá ser para tabaco, bebida ou outras porcarias que não as necessidades primárias de alguém e isso faz-me sentir mal. Mas podia até ser para a alimentação da menina da foto ou da própria mulher. No fim, fiquei a sentir-me mal e a pensar que podia ser a foto dos meus filhos no cartão e eu no lugar da mulher. E, assim, eu gostaria que me (nos) ajudassem.
1 de maio de 2006
Dias e Dias
Boa semana para quem por aqui passar.
30 de abril de 2006
Saudade!

Dou comigo a pensar:
Como seria se tudo tivesse sido diferente?
Se a tua presença não fosse ausente?
Se pudéssemos escrever a nossa própria história?
E como seria se o destino se guiasse pelo que a gente sente?
Se é realidade o que guardamos na memória?
Que é como quem diz: no coração.
Se é verdade esta realidade?
Se não, porquê esta saudade que sinto de voltar a segurar a tua mão.
Será fruto da minha mente ou da imaginação?
A tua presença constante.
Este desejo de tornar realidade uma ilusão.
Uma rosa para ti.
Irmã do meu coração.
29 de abril de 2006
27 de abril de 2006
Liberdade (ou não)
Há 32 anos, gente valente revolucionou o regime que governava o nosso país. Nessa altura, a repressão era uma constante na vida do dia-a-dia (dizem-me), a liberdade de expressão era uma mentira, ou estávamos de acordo com quem mandava (entenda-se ser amigo) ou tínhamos, muito provavelmente, os dias contados.Hoje, 32 anos passados, o que mudou?
- A repressão continua, mas dissimulada (às vezes);
- A liberdade de expressão não é muito bem vista por quem manda e, frequentemente, traduz-se em consequências para quem acredita nos valores fundamentais de uma democracia;
- No trabalho, ou somos amigos das pessoas certas, ou temos os dias dificultados, e por vezes, contados.
Muita coisa mudou desde o 25 de Abril de 1974, mas o essencial ainda está por mudar: As mentalidades.
Viva a liberdade! (entenda-se por liberdade: o respeito pelo outro e não só a satisfação do meu ego).
Tenho dito!
24 de abril de 2006
Uma flor
21 de abril de 2006
Abanar a árvore
É mais fácil não olhar para a folha do lado, não querer saber, deixar andar, e , enquanto durar o meu aparente bem-estar e o meu umbigo estiver satisfeito, não me dar ao incómodo de querer abanar a árvore que, a todos, dá guarida. É mais fácil fazer de conta. É mais fácil deixar andar e fazer que não é nada comigo. E se amanhã tudo mudar? Se uma folha seca me atacar e eu não tiver como me defender dos parasitas que comigo coabitam?

Serei apenas um número entre tantos outros? Sim serei. Mas durarei nesta vida o tempo que cada um me guardar na sua memória. O tempo de um recordar. E no fim o que serei? Uma folha ao vento, feliz por participar, por fazer a minha árvore crescer, por ajudar a construir algo em que acredito. Por isso, vou continuar a abanar a árvore que me dá alimento.
18 de abril de 2006
16 de abril de 2006
Mundo de pernas para o ar!
14 de abril de 2006
Boas Férias Sr.s Deputados!
«Se essas justificações se enquadrarem no que está previsto na lei naturalmente é uma ausência justificada. Se não se enquadrarem no que está previsto na lei, já disse o presidente da Assembleia da República, e muito bem, que será aplicada a sanção», acrescentou Vitalino Canas.
Sanção: aos que não conseguirem enquadramento na lei, atribui-se um subsídio (ou muda-se a lei) porque têm impulsionado o país para o topo da Europa e merecem todo o nosso esforço para o seu bem-estar.
Boas férias Senhores Deputados.
11 de abril de 2006
Sal da vida!

São flores de mar,
amores de Verão.
São desejos que flutuam no ar ao alcance de uma mão.
São caminhos perdidos na encruzilhada da vida.
Um olá, uma despedida.
São sonhos de uma noite de Verão.
São amizades construídas, montanhas escaladas, alegrias e tantas outras emoções,
são elas, as minhas paixões, as donas do meu coração. O sal da minha vida.
10 de abril de 2006
Humm!
Que boa que estava! :)
Esta foi na minha casa, a próxima será na vossa!
8 de abril de 2006
Sempre o tempo!
Uma flor poderá não querer dizer nada. Ou poderá, esta, dizer que estive em Espanha e que o tempo voou. Voou como se num piscar de olhos, decorressem 16 horas.É curioso como a noção de tempo varia com o seu passar. Na adolescência desejamos que passe depressa para podermos ter idade para fazermos o que desejamos. Enquanto adulto, desejo agarrar o tempo, guardá-lo numa caixa e poder gozá-lo aos poucos e fazê-lo durar um pouco mais.
O tempo é como a vida. E a vida é o que nós fazemos dela, umas vezes triste, outras vezes bela.
7 de abril de 2006
Beleza
6 de abril de 2006
Tempo














Olhos estes que me alimentam a alma!







