

monumentos e outras coisas mais,
sabe bem voltar a casa.
Os golfinhos são para ti Gui. Eram os teus animais preferidos.
Para que o vento não as leve ... deixo-as gravadas ao alcance de um olhar, para que perdurem no tempo, o tempo que cada um desejar.
Comecei a ler A Viela da Duquesa, de Sveva Casati Modignani. ´
Já me tinham sugerido o filme, mas como me disseram que tratava assuntos raciais, não o quis ver (não aprecio ver a desgraça humana). Ontem, cedi e vi-o. Desde o início apeteceu-me parar, não por ser mau, mas por ser tão representativo e real (por enquanto, ainda não faz parte da minha realidade) que me custou a encarar uma representação do que é a nossa sociedade.
"As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações"
Antoine de Saint-Exupéry

PalavrasLanço-as ao vento,
e deixo-as soltas por um momento.
Não querendo que o vento as leve,
gravo-as numa folha que lanço pelo ar, em forma de avião.
Não as deixo partir, porque são parte de mim, são parte da minha razão.
Às vezes, lanço-as com o cuidado que merecem, outras vezes não.
Queria, no silêncio, deixá-las gravadas eternamente no teu coração.
São palavras que saem do meu coração.
Para a minha amada
O Rio Guadiana
À entrada da feira
Flora e fauna locais
Do outro lado do rio, já pertencente a Espanha: San Lucar del Guadiana

Terminada a leitura de Uma chuva de Diamantes de Sveva Casati Modignani, aqui fica uma análise (zinha):

Não há meio de me sair o Euromilhões!!!!!

A imagem é do livro original de 1989, em Italiano





Vou ver as notícias no diário digital, no topo surge publicidade de crédito à habitação da CGD, um pouco mais abaixo, publicidade a crédito pessoal da Cetelem (este não tinha ainda ouvido falar). Passo pelo IOL para ver o meu mail e verifico que a Credial empresta mais e mais rápido, depois há Cofidis, Mediatis, e muitos mais.
Fez-me lembrar a minha escola. Os alunos subsidiados, cujos pais usufruem de rendimento mínimo (acho que agora tem outro nome), são os que têm playstation, tv cabo, gameboy, telemóvel e por aí adiante.

Há 32 anos, gente valente revolucionou o regime que governava o nosso país. Nessa altura, a repressão era uma constante na vida do dia-a-dia (dizem-me), a liberdade de expressão era uma mentira, ou estávamos de acordo com quem mandava (entenda-se ser amigo) ou tínhamos, muito provavelmente, os dias contados.