7 de setembro de 2006

Filas do hipermercado!

Por estes dias uma "cidadã bloggueira", vulgarmente denominada O Mafarrico, decidiu, só para me chatear, incluir-me numa daquelas correntes parvas. Esta é daquelas que tenho de dizer seis coisas sobre a minha pessoa. Não tem sentido dar continuidade à corrente, por isso mesmo, e porque nem tudo tem de ter sentido, aqui vai.

1º - Entre muitas outras coisas, sou guloso, gosto de cozinhar e de comer o que cozinho;
2º - Gosto de escrever, mas frequentemente o cérebro escorrega-me e não o consigo encontrar (por mais que o procure);
3º - Sou sortudo: tenho 3 seres maravilhosos constantemente a meu lado (ela e 2 eles);
4º - Se algum dia eu apanhar O Mafarrico, dou-lhe (a ela) uma grande coça e acorrento-a. Quer isto dizer que sou uma pessoa pacífica e equilibrada, que não guarda remorsos;
5º - ... obrigo-a a decorar todas as músicas dos D'zrt e da Floribela, ou seja, não sou vingativo;
6º - como sou uma boa pessoa vou parar a corrente por aqui e desejar a todos os leitores um dia melhor que o de ontem e ligeiramente menos bom que o de amanhã.


Nota: a ordem foi aleatória.

5 de setembro de 2006

Palavras

Uma amiga disse-me estas palavras quando falava sobre problemas de família: são pequenos nadas que, juntos, compõem um todo. Depois, fazem com que nos sintamos todos mal e nos afastemos.

Não bastam os laços de sangue para que as pessoas gostem umas das outras ou se dêem bem. É necessário cultivar a amizade, quer sejamos familiares ou amigos.

Nota:não consegui juntar uma imagem, o blogger está em dia não.

1 de setembro de 2006

Pensamentos!


Às vezes gostava de saber o que vai na cabeça das pessoas. Não com o intuito de cuscar só por si (e daí não sei), mais para saber aquelas coisas que não nos dizem, mas que pensam. Talvez houvesse menos mal-entendidos.

Como não consegui uma foto do meu cérebro, este vem da Wikipédia

31 de agosto de 2006

Desafio!

Deixo-vos um desafio:

Na posição sentada, ou de pé, fazer círculos no chão rodando o pé direito no sentido dos ponteiros do relógio (para a direita, esta é só para os distraídos).


Com a mão direita, desenhar ao mesmo tempo um 6 no ar (o desenho do seis começa na parte superior)

Nota: os esquerdinos fazem, obviamente, com a mão e pé esquerdos. E os ambidextros fazem com ambos os pés e mãos em simultâneo.

E que tal?

28 de agosto de 2006

Sem amigos, a vida é triste.

Queria (ou devia) escrever sobre a alegria de viver ou sobre o amor.
Não queria (mas não consigo deixar de) escrever sobre a tristeza ou sobre aqueles que nos provocam dor.
Questiono-me frequentemente por que motivo há tanta gente infeliz e sem amigos? E que agarrada à sua infelicidade faz os felizes (eu) perderem a coragem de sorrir perante a realidade. Gente que impõe uma realidade amarga, e que vivendo essa realidade, se decompõe por não ser amada. Amada e desejada. Este amor de que falo é de calor humano, de carinho e amizade, de um ombro amigo, da partilha da felicidade. Da partilha da dor, porque dividida custa menos. Esta gente (gentalha) de que falo, espalha dor para não ver sorrir nem deixar viver, em paz, aqueles cuja vida lhes dá prazer.

Só por causa dessa gente pequena já comi uma queijada de Sintra que a amiga ANA me trouxe. A estas horas é pecado, mas é excelente para afogar as mágoas. Resta-me apenas dizer: obrigado
(Mais um pneu)

26 de agosto de 2006

17 de agosto de 2006

Tempo

Desse o tempo tempo ao tempo e eu teria tempo para fazer quase tudo o que quero, mas como o tempo não dá tempo ao tempo, vou fazendo o que posso!

16 de agosto de 2006

Liberdade

Às vezes gostava de ser livre como uma libelinha.


Mas hoje desci a 230 metros de profundidade (a direito) onde a sensação de liberdade é muito relativa.


Ainda dava para descer mais umas dezenas de metros.

Estalactites de sal.

13 de agosto de 2006

Afinal o que somos nós?

Segundo Lavoisier: na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Assim, nós somos parte de tudo o que já existiu e seremos parte de tudo o que alguma vez existirá. Somos imortais enquanto matéria e seremos lembrados pelo que fizemos, por aqueles que amámos ou por aqueles que simplesmente um dia se cruzaram connosco na encruzilhada da vida. Mas, acima de tudo, somos o que fazemos e seremos seres superiores se partilharmos em maior quantidade a felicidade, o amor, o respeito, a honestidade e todas as virtudes que nos elevam. Caso contrário, seremos apenas recordados como alguém que nunca deveria ter existido.

E afinal, o que somos nós?

10 de agosto de 2006

Filosofando!


Continuando com as questões da existência ...

O que somos nós se não um grão de areia na imensidão do Universo?

E o que somos nós se não um piscar de olhos na eternidade da existência?


Nota: a resposta no próximo post.

3 de agosto de 2006

São as férias!

São as férias que não me deixam escrever.
É este calor que me entorpece as ideias.
É a inacção de uma acção desenfreada.
São os dias que passam a correr.
É o sol que me deixa a cabeça desnorteada.
É a folga que gosto de fazer.
E a gula.
São as feiras que não quero perder.
São os petiscos e os mariscos e as espetadas de lula (foi só para rimar).
E tantas coisas mais, que me apetece adormecer.

31 de julho de 2006

Tempo de Descanso (ou não)!

Este deveria ser um tempo de descanso. Deveria servir para relaxar, recuperar energias, mas ...

ESTOU EXAUSTO!

23 de julho de 2006

De volta!

Depois de uns dias a ver bichos,

monumentos e outras coisas mais, sabe bem voltar a casa.


Os golfinhos são para ti Gui. Eram os teus animais preferidos.

18 de julho de 2006

Vem o Verão ...

... vão-se as palavras.
Vem o desejo de dormir o que não pude durante tempo de mais.
Vai-se a vontade de fazer o que quer que seja.
Vem o desejo de preguiçar todo o dia.

17 de julho de 2006

Leituras!

Terminada a leitura de "A Viela da duquesa", deixo aqui algumas palavras: tal como outros romances que já li da mesma autora - Sveva Casati Modignani - esta é uma obra cativante, de leitura fácil (apesar das 522 pág.), e que se lê de um só fôlego.

Recomendo.

Correcção: no post anterior, em vez de Fuchesca é Duchesca

12 de julho de 2006

Leituras!

Comecei a ler A Viela da Duquesa, de Sveva Casati Modignani. ´

O original, em Italiano, data de 2001 (Vicolo Della Fuchesca).

Por cá, a ASA publicou a 1ª edição em Abril de 2003. 522 páginas.

9 de julho de 2006

5 de julho de 2006

À minha volta!

À minha volta estão algumas pessoas que queimam tempo em reuniões e em burocracias. Nos papéis encontram um refúgio para a ausência de vida familiar ou social - que não têm ou não querem ter e não compreendem quem tem.

Julgam os outros pela quantidade de tempo que dedicam a uma tarefa - não interessa se essa tarefa pode ser feita rapidamente - mais tempo na tarefa implica (crêem elas) maior qualidade, mais empenho e maior dedicação.

Se fôssemos simples na resolução dos problemas, teríamos mais tempo para aquilo que é realmente importante: as pessoas, quaisquer que sejam. Não são papéis bonitos que fazem as pessoas felizes, mas pessoas felizes fazem coisas bonitas.

3 de julho de 2006

Crash!

Já me tinham sugerido o filme, mas como me disseram que tratava assuntos raciais, não o quis ver (não aprecio ver a desgraça humana). Ontem, cedi e vi-o. Desde o início apeteceu-me parar, não por ser mau, mas por ser tão representativo e real (por enquanto, ainda não faz parte da minha realidade) que me custou a encarar uma representação do que é a nossa sociedade.
5 estrelas. Recomendo.

30 de junho de 2006

Esperando desesperado!







Depois de muitas tentativas frustradas, lá consegui submeter o meu boletim de concurso.

Os próximos 3 anos da minha vida (pessoal, familiar e profissional) vão ser o que os resultados deste concurso ditarem daqui a umas semanas.

Agora, é só (des)esperar!

Boa sorte para mim! E para os outros também!

25 de junho de 2006

Crianças!

Ontem, quando chegámos da praia, que saímos antes de tempo por termos notado umas borbulhas características da varicela no nosso mais pequeno, dissemos-lhe que estava doente. Ele respondeu com a naturalidade que só as crianças conseguem :

Com os seus três anos, a frase saiu assim: Ó, atice, agoia vou moê. (Ó, que chatice, agora vou morrer) - não foi bem uma interrogação nem uma afirmação, acho que foi mais uma "exclamação interrogativa afirmada". Para ele tudo é natural - a tia Gui, que ele tanto gostava, adoeceu e morreu - no seu íntimo deve achar que é assim com toda a gente. Lá lhe explicámos que só ia ter comichão e que teria de ficar em casa uns dias.

- 'Tá bem! - disse ele.


    "As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações"

        Antoine de Saint-Exupéry


23 de junho de 2006

Odiar é uma palavra forte.

Não gosto de empregar a palavra ódio, considero-a demasiado forte. No dicionário diz que é um sentimento de grande rancor e antipatia por alguém.
Não odeio ninguém, mas acho que há pessoas odiosas (que merecem ou inspiram ódio). Pessoas que são do género: quero, posso e mando (e não só).
São pessoas que se consideram donas da verdade, donas da razão, donas de tudo e de todos. São pessoas que julgam os outros (grupo do qual faço parte) como se fossem algo que não merece crédito, respeito ou dignidade.
"É assim porque eu digo, é assim porque eu quero, é assim porque eu mando". São frases típicas de quem falo. Enquanto houver pessoas destas, esta nossa sociedade não evolui.
Não as odeio, apenas lhes desejo a multiplicar por 10 o que elas me desejarem.

21 de junho de 2006

Mais uma vez o tempo (ou a falta dele)


Queria sentar-me e nada fazer, deitar-me e deixar-me adormecer (sem pensar que amanhã será outro dia de correria).

Queria agarrar o tempo e poder fazê-lo passar lentamente, bem lentamente, para poder parar e deixar o meu corpo separar-se da minha mente (enquanto durmo).

Que desejo de nada fazer, que é apenas fazer o que me apetecer. Enlevar-me no sono e no sonho me perder.

Ou seja, preciso de férias. (Nem nas férias é assim, mas "prontos" que se há-de fazer?)

18 de junho de 2006

O Tempo, sempre o tempo!

Como o tempo não pára deixo algumas imagens dos sítios por onde andei e o que fiz.
Parque infantil com os filhotes
aniversário da Prima

Portimão


Praia da Rocha (acho que não me enganei - é que o meu sentido de orientação é nulo)

Torneio de futebol onde assisti ao jogo do futuro jogador da Selecção Nacional (daqui a 15 anos)

14 de junho de 2006

Professores


Se és professor(a) e

és activo todo o dia como uma abelha,
és forte como um touro,
trabalhas que nem um cavalo,
e chegas ao fim do dia cansado que nem um cão ...
é bom que consultes um veterinário - é bem provável que sejas um burro(a).

A partir de uma sms

13 de junho de 2006

Amar alguém

Palavras

Lanço-as ao vento,

e deixo-as soltas por um momento.

Não querendo que o vento as leve,

gravo-as numa folha que lanço pelo ar, em forma de avião.

Não as deixo partir, porque são parte de mim, são parte da minha razão.

Às vezes, lanço-as com o cuidado que merecem, outras vezes não.

Queria, no silêncio, deixá-las gravadas eternamente no teu coração.

São palavras que saem do meu coração.

Para a minha amada

11 de junho de 2006

Feira de Alcoutim

Ano após ano, lá vem o tempo das feiras.
Sábado foi dia de feira em Alcoutim, sol, calor, música, artesanato, comida e muita coisa boa que só há nestas festas do interior.

Ficam as fotos:

O Rio Guadiana

À entrada da feira


O tosquiador


Flora e fauna locais

Do outro lado do rio, já pertencente a Espanha: San Lucar del Guadiana

8 de junho de 2006

Não resisti ...


Na Índia elas são sagradas,
No país de V.ª Exc.ª são loucas,

No nosso país, são ministras.
Nota: a partir de uma SMS

6 de junho de 2006

Será que vale a pena ...

.. acreditar que o nosso país vai melhorar?

Educação:

Fazem-se aplicações informáticas que envolvem dados pessoais (de alunos com necessidades educativas especiais) e não se verifica exaustivamente se há falhas;

Acusamos-nos uns aos outros e não nos juntamos para lutar;

Política:

o país está mal de finanças e o Governo vai atribuir subsídio de residência a directores noemados, ou seja, da mesma cor política ou com interesses em comum, mas só aos que ganham mais de 1303,78 € (será que não chega?). Estes aceitam os cargos de livre vontade e ganham um subsídio, os que são obrigados a deslocar-se das suas casas para trabalhar (os professores são só um exemplo) não têm direito a ajudas. Onde vai isto parar?

Ainda assim, Viva Portugal!

4 de junho de 2006

Leituras II

Terminada a leitura de Uma chuva de Diamantes de Sveva Casati Modignani, aqui fica uma análise (zinha):

Uma escrita simples, mas cativante, uma história (ou estória) que me agarrou e me fez terminar a leitura, das quase 400 páginas, numa semana e meia (tirei algumas horas ao sono).

Recomendo.

2 de junho de 2006

Bom fim-de-semana


Um bom fim-de-semana para quem por cá passar, e para os outros também.
A minha sombra na água do mar.

1 de junho de 2006

As minhas crianças ...

Sem elas, as noites seriam vazias,
e os dias,
também.
Sem elas, a minha alegria seria incompleta e a minha vida sem sentido ou meta.
Calor, sinto quando me tocam com carinho, e amor

também.
São gestos e olhares e palavras que me apaziguam a alma,
que me dão força para lutar,
que me fazem, noite após noite, ter vontade de despertar.

Apertá-los de mansinho, quando não se sentem bem. Com um pouco mais de força, para nos perdermos na brincadeira. Reter os momentos de alegria.

Viver cada dia. Amá-las e tratá-las e crescer em conjunto é o meu desejo maior de todos.
Para os meus dois meninos lindos, filhotes do meu coração, sem vocês e sem o vosso amor, a minha existência seria apenas o passar do tempo pelo tempo.

31 de maio de 2006

Desabafos e agradecimentos!

I. Antes de mais, obrigado a todos os que comentaram as palavras de ontem. Acreditem, ajudaram-me.

II. Ainda ontem, uma mãe que tem um processo no tribunal de menores por abandono dos filhos (eu dou apoio a um deles e como TPC envio, por vezes: tomar banho, cortar as unhas e coisas afins - pois a mãe é uma galdéria) ameaçou a professora da turma, assim:

(a mãe) - Professora, tem visto os jornais? Agora eu vou avaliá-la, sabia? Por isso .... - fez tipo uma ameaça: ou tu me tratas bem ou tás lixada.

(a professora, estupefacta) - Minha senhora, pais Toxicodependentes (são uns quantos, lá na escola), Prostitutas (também são umas quantas) e mães que não ligam aos filhos (o caso desta e algumas mais) não avaliam os professores, por isso a senhora vá ... - disse a minha colega sem capacidade de argumentar mais. É inacreditável.

Haja paciência.

III. São 22:04 e só mesmo um café de creme suave e acidez refrescante de um travo a citrinos (pelo menos é o que diz o livrinho) me consegue manter acordado, mais 2 horas, para aprontar tudo para o dia de amanhã (entre outras coisas pessoais, também o trabalho para o filho da senhora acima referida).



Não há meio de me sair o Euromilhões!!!!!


30 de maio de 2006

A minha alma está parva!

Sou professor, gosto do que faço e acho que não o faço mal, mas a Sr.ª Ministra está a conseguir desmotivar-me completamente. Está a deixar-me com vontade de emigrar (não o irei fazer, pelo menos para já). E pelo que ouvi hoje de muitos colegas, a desmotivação é total. Seremos nós o cancro da sociedade? Ou serão os sr.s Políticos que absorvem até ao tutano os € de Portugal para seu próprio proveito (salvo raras excepções)?

Ligação ao Educare

Que frustração!

Nota: não é por ser avaliado pelos pais, já o sou todos os dias de forma implícita. Há muito escondido nas entrelinhas e muito mais do que aquilo que passa na televisão.

28 de maio de 2006

Flor

Quando as palavras escasseiam ...

... ficam as imagens.

No meu primeiro dia de praia deste ano.

27 de maio de 2006

Idade certa para casar!


Na perspectiva de uma criança de oito anos:
A idade certa para casar é "Aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa."
Antes disso, toca a trabalhar. O tempo é curto para tudo.

25 de maio de 2006

Leituras

Hoje vou começar a ler: Uma chuva de diamantes, de Sveva Casati Modignani. Foi-me recomendado como uma leitura fácil. A ver vamos!

A imagem é do livro original de 1989, em Italiano

24 de maio de 2006

Saudade!


Quando a noite desce e o ritmo acalma, é nessas alturas, especialmente, que penso ti.

Sob o luar,

desejo perder-me no sonho e encontrar-te num qualquer sítio, num qualquer lugar.

Num lugar onde possamos estar juntos, novamente, e rir se nos apetecer, ou até mesmo, se quisermos, chorar.

Podia ser na praia, que tanto gostavas, com luar de Verão.

Podia ser num qualquer lugar, cerejas numa taça, dois dedos de conversa,

sem pressa,
junto dos que amavas, e no fim uma promessa:
.
a certeza de estarmos todos juntos, dia após dia, para sempre.
.
Desejo que o sonho me deixe voar até onde estás, para que a saudade acalme e a tristeza, a leve o vento, para um lugar distante.

23 de maio de 2006

Crash!

Ontem à noite, por volta das 23:50, pus-me ao computador para, aqui, deixar algumas palavras. Depois de 16 horas de actividade já as pernas se faziam sentir cansadas, tal como o meu cérebro que já necessitava de sono, mas quem se foi abaixo foi o computador que não me permitiu uns desabafos. Bloqueou e resolvi não o ligar mais. Máquinas, pouco resistentes, que nos fazem ficar de cabelos em riste.

Besabafos à parte: tal como tinha dito antes, as 16 horas (das 7:30 às 23:50) passaram num ápice e tal como o dia se passou, também a noite não se fez sentir, e hoje, às 7:30 lá tocou o relógio para mais uma jornada.

Deveria haver uma lei que nos proibisse de levantar da cama quando o corpo pede mais uma hora de sono.


21 de maio de 2006

Tempo - a propósito do relógio!


Por que me parecem as horas, minutos?
E os segundos, horas também?
Por que passa o tempo de forma tão inconstante, quando a constância é a sua maior virtude?
Por que passa tão devagar quando esperamos por alguém?

Por que passa tão rápido o tempo, quando queremos que ele passe devagar, desejando que nada mude.
Por que motivo passa o tempo? Tempo vai, tempo vem.

20 de maio de 2006

A música

"A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,

Porque tu,
Deixas em mim Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti."


"Deixas em mim tanto de ti" de Pedro Abrunhosa

18 de maio de 2006

Ruas!

No meu caminho passei por ruas nuas
de alma.
Vi gente perdida, portas abertas e janelas escancaradas
numa qualquer avenida.
Ou seria rua. Ou seria estrada.
Quais cavaleiros, no punho, uma espada.

Conversas soltas, de arma junto aos ouvidos.

Vejo meninos a brincar,
perdidos, num qualquer lugar.
Vejo casas degradadas, lixo e confusão,
e cães misturados com gente (ausente) deitada no chão.
À distância de um olhar,
a desgraça, da vida, daqueles que nunca aprenderam a caminhar
com sentido, orientados por um destino corrompido.
Ruas estas pelas quais, às vezes, caminho.

16 de maio de 2006

Onde vai isto parar?

Onde vai isto parar?



O Diário Digital noticia que Martins da Cruz demite-se de cargo na Afinsa, isto depois de ter

abandonado funções de administrador não executivo de outra empresa na semana passada. Já me esquecia, também é Embaixador. Quantos ordenados usufruirá? Conseguirá ele

desempenhar o seu trabalho com qualidade?
Sei que muitos profissionais não podem acumular funções, mesmo com ordenados que deixam muito a desejar. Algo está mal.

O mesmo diário noticia: Serviços Sociais da PSP investigados por alegada corrupção.

Onde vai o nosso país parar?

Será o Zé Povinho o responsável pela improdutividade deste nosso país? Ou anda cada um, dos que neste país mandam, à procura do seu lugar ao sol e o resto que se lixe?

Onde vai isto parar?

Ainda assim, Viva Portugal.


14 de maio de 2006

Porquê?

Porque é que não amamos com a mesma intensidade com que discutimos?
Porque é que não abraçamos com a mesma frequência com que nos afastamos ou fugimos?
Porque é que guardamos o que nos vai na alma e no coração? E guerreamos por tudo e por nada, mesmo quando não temos razão?
Porque é que ficam gravados mais fundo os momentos maus que os bons?
Porque é que tantos de nós vivem tristes, com tanto, quando basta tão pouco para sermos felizes?

12 de maio de 2006

Fim-de-semana

Sexta-feira, rima com descanso à sombra de uma bananeira.
Descanso à sombra de uma bananeira, rima com folia e brincadeira.
Folia, rima com falta de descanso todo dia.
Dia, rima com noite, mas ao contrário.
E eu estou louco e não escrevo nada que se possa guardar no armário.

Amanhã isto deve estar um pouco melhor.
Bom fim-de-semana.

11 de maio de 2006

Olhar da saudade


Às vezes deito-me na esperança de te ouvir,
de estar mais um pouco contigo,
de te sentir entre nós.

Fecho os olhos desejando que o sonho me deixe, novamente, ouvir a tua voz.

Desejo continuar no sonho um pouco mais, sempre um pouco mais.
O suficiente para te abraçar e me rir contigo.
O tempo necessário para te falar sobre o que se passou desde que partiste.
O suficiente para te dizer que todos sentimos saudades tuas.

Sorri.
Este é o olhar da saudade.
O nosso pensamento está em ti.