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11 de maio de 2008

Tempo!

O tempo é inconstante.
Num momento parece ser e logo a seguir já foi.
O tempo foge-me a cada dia que passa.
O tempo ...
O tempo ...
Sempre o tempo.


Tempo à parte.
Fecho os olhos e escuto o som dos ponteiros
Um ligeiro tilintar da chuva no parapeito da janela
O ruído da folhagem que dança ao sabor do vento
E a cada momento,
O prazer de sentir, de ver e de viver.


1 de novembro de 2007

Viver


Viver é passar pelo tempo e senti-lo a cada momento.

É agarrar cada instante como único e senti-lo como um todo.

É dar valor ao que nos faz crescer e aprender com o resto.

É escolher o caminho, umas vezes certo outras vezes errado.
É comandar o tempo e não permanecer sentado.

É arriscar, porque só assim se sabe que não se está enganado ou percorrendo o caminho errado.


Açores - não estive lá, mas hei-de ir um dia.

30 de setembro de 2007

São vozes!


Oiço conversas sobre vidas que não conheço, sinto a alegria e a dor alheia, e o desespero daqueles cuja vida não sorri. Sinto que olhamos uns para os outros com vontade de partilhar o que nos vai na alma e no coração, mas não somos capazes de ir mais além e quebrar as regras que esta sociedade nos impõe. Vivemos presos, agarrados a medos em demasia, fechados na nossa concha, crendo estarmos protegidos dos outros, do mal - males - dos que nos circundam.
Vivemos sós, agarrados à solidão, presos ao receio de dar a mão, de abrir o coração. São liberdades perdidas, receios conquistados, alegrias esquecidas.

2 de maio de 2007

Sem tempo!

Ó tempo que me foges depressa,
sem me dar tempo ao tempo.
Quero olhar o mar e ficar,
ficar parado no tempo o tempo de um pensamento!
Quero fechar os olhos e sentir o vento nesta pele que me veste!
Quero olhar à minha volta e poder ver sem ser a correr o que se passa em redor!
Quero agarrar cada momento e guardá-lo para sempre em mim.
Quero, quero, quero ...
É este querer que não decresce,
É esta vontade de tudo fazer e que nos leva a pouco viver.
Porque é tão curto o dia em cada dia e a noite em cada noite?
Ó tempo que não olhas para trás!
Pudesse, e dir-te-ia: pára tempo que te quero sentir com mais prazer. Pára tempo e dá-me tempo para viver. Pára tempo e deixa-me, no teu embalo, adormecer. Para poder acordar desperto e mais perto do que é bem viver.