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22 de dezembro de 2009

De volta!

Quantas palavras ficaram guardadas,
Em meses de silêncio?
Quantos traços ficaram por rabiscar,
Em momentos perdidos?
Gastos no vazio,
Dos dias atarefados,
Dos dias compridos.
Nas conversas formais,
Nos dias cansativos,
Nas palavras a mais.
Quantos pensamentos pereceram,
sem ver a luz do dia?
Quantos momentos de tristeza e de alegria?
Tanto e tampouco tempo dura o tempo.
O tempo de um dia.




Deixo um desejo de Boas Festas a todos os que por aqui passarem e que o próximo ano seja, pelo menos, melhor que este (que não foi mau).

26 de setembro de 2009

Tempo

Qual areia seca da praia,
perco o tempo,
que me escapa por entre os dedos,
numa tarde quente de Outono a fingir Verão.
Sem parar ou abrandar,
corre veloz sem hesitações nem medos,
dispara em todas as direcções e não se deixa apanhar.
Escassa constantemente,
e termina, quase sem começar.
Não dá tempo, o tempo que me comanda.

25 de junho de 2009

Paz!

Paz!
Em três letras o mundo!
E, lá no fundo, tão difícil vencer.
Pequenas ou grandes,
São frequentes as guerras.
Às vezes, apenas palavras não entendidas,
Gestos inoportunos,
E almas ofendidas.
Comunicação falhada.
Gente magoada.
Tão curta a vida!
Fazê-la curta em tristeza,
Em alegria comprida!


(As amendoeiras já não estão em flor, mas aqui fica uma memória)

1 de abril de 2009

Desejos!

Os desejos são lenha que mantém o fogo aceso.
São alimento para a alma que sonha acordada.
São momentos de fuga da realidade.
São fé.
O que são os desejos?
Um abraço para quem se sente só,
para outros, uma casita e um popó,
Tudo, para uns, é pouco.
Pouco, para outros, é tudo.
Outros ainda não desejam nada.
São assim os desejos.
São a vida imaginada.

30 de janeiro de 2009

Imagens

Apesar de apetecer deixar umas palavras de maldizer e desencanto sobre esta gente que nos desgoverna, desta gente que comanda a vida dos outros como se de marionetas se tratasse, deixo palavras soltas que me vêm à cabeça sobre os dias que passam.


Nos meus olhos passam imagens turvas,
de gentes complicadas,
descrentes,
cujos caminhos são sinuosas curvas.
E nas suas ideologias,
prevalece um ego egoísta,
Em que apenas o seu umbigo existe,
Porque no fundo,
Apenas o Eu interessa.

10 de janeiro de 2009

Branco

Branco de neve.
Flocos que caem ao de leve
em sítios imaculados.
De branco pintados,
São sítios quentes
estes que me atraem,
madeiras ardentes,
crepitantes,
no borralho contentes,
estas palavras que saem.

10 de novembro de 2008

Três anos!


Aos céus uma estrela subiu ,
acomodou-se por entre as outras
e sorriu.
Acenou um adeus ao longe,
Sem que fosse uma despedida,
Lançou um beijo,
Para os que amou em vida.
Devolvemos mil beijos e abraços,
Lançamos sorrisos e amor em pedaços,
Que saudades!
Guida.

23 de julho de 2008

Férias!

Às vezes as palavras fogem.
Não as encontro sempre que quero.
Qual criança que pedimos para fazer uma graça que aprendeu há pouco e esta recusa-se.
Leva-as o vento ao sabor do tempo.
Leva-as o sono.
Escondem-se quando as quero e mostram-se quando não as procuro.
Palavras que me assaltam quando fecho os olhos e as vejo no escuro.

Boas Férias para quem as tiver e por aqui passar.

30 de abril de 2008

Mar!

Olho-te mar, com inveja,
Sob o sol deslizas sem medos
No teu íntimo guardas mil segredos
Aventuras e paixões,
Desejos e ilusões.
És livre
E caminhas sem rota certa,
E avanças terra dentro como quem entra por uma porta aberta.
És chuva e vento.

20 de abril de 2008

Esperança

Olho da janela
Com vontade de abrir asas e voar
Partir e conhecer mundo
Desprender-me do que me prende
E no fundo
O que quero é apenas ser vento
É ser livre para partir
Olhar para os outros e sorrir
Contar-lhes histórias de fazer sonhar
Histórias que nos fazem acreditar
Que o mundo não é dor apenas
Que pode ser amor

5 de fevereiro de 2008

Pensamentos!


Sento-me de pernas cruzadas,

qual pensador experiente.

Pelos pensamentos navego.

Ilusões e sonhos e ao sonho me apego.

A lenha a crepitar como música para os sentidos.

Sentado, recostado.

Fecho os olhos e desperto os ouvidos.

E perco-me nos pensamentos,

nos momentos vividos.




21 de janeiro de 2008

Hum!


Pus-me a pensar,

aguardando que as palavras saíssem.

Vazio e sem paciência para aguardar,

Fechei os olhos na esperança de que o silêncio me pudesse inspirar.

Nenhuma palavra saiu, nenhum pensamento fruiu.

Deitei-me então, esperando que o sono me permitisse sonhar.

E eis então, que a inspiração surgiu.

Mas, tal como apareceu, também fugiu.

9 de janeiro de 2008

Noite!

Quando falas ilumina-se a noite
E desperta o luar.
Acordam as estrelas
Só para te ouvir falar.
Para escutar o teu canto.
Para receber o teu abraço,
Que envolve como um manto.
Sais e encosto-me a um canto.
Aguardo o teu regresso
para repousar no teu regaço.

30 de dezembro de 2007

Tempo

Tempo.
Luz.
Silêncio.

Vou voar e agarrar as estrelas.

Vou fechar os olhos e escutar a tua voz.

Vou sonhar e sentir a tua pele.

Vou acordar e sentir no ar o teu doce aroma a mel.


BOM 2008!
Ontem fiz 33 anos.

15 de outubro de 2007

Crianças

Espirra o gigante,
Que ventania!
Espirra o menino,
Com o banho de água fria.

Zanga-se a mamã,
Zanga-se o papá,
Ladra o cão,
E o pato faz quáquá.

Pia o passarinho,
E a galinha da vizinha,
Vem o gatinho,
E a filha da madrinha.

Ó papá diz-me lá,
Como faz o burro?
Faz ão ão, às vezes,
Quando imita o cão.